As pequenas e microempresas, apesar de serem empresas, constituem uma fatia do
sistema produtivo à parte, devido a algumas características particulares.
Desde a origem econômico-cultural dos empreendedores, até às ações destes gestores
sobre tais empresas e destas junto ao mercado consumidor, o processo é diferente. Desde o
fim do século passado todos os gurus da área de gestão e outras afins anunciavam que
estaríamos vivendo um início de grandes transformações, principalmente com o advento do
conhecimento, que é baseado na informação. Pois esta mesma informação, que entre outros
fins, lastreia as empresas e, conseqüentemente, as pequenas e micros.
A empresa hoje é identificada como um sistema que interage com os meios internos e
externos, inerentes a ela mesma, com o fito de obter a maximização do lucro e retorno do
capital investido. Com a necessidade de otimizar as empresas utilizando informações,
desenvolveu-se, através de vários estudiosos da área, o estudo do sistema de informações.
Este sistema, aplicado nas empresas, de uma maneira geral, provoca profundas mutações de
aspecto positivo, melhorando as relações com os clientes internos e externos, obtendo assim,
ótimos ganhos de produtividade e um alto índice de satisfação dos clientes externos.
Logo, aplicando-se os conceitos do sistema de informações nas pequenas e
microempresas brasileiras, através dos profissionais da área de gestão, principalmente os
contadores, seria um ótimo recurso que elas teriam à disposição para alavancar seus negócios,
consolida-se no mercado, mantem-se e gera-se empregos diretos e indiretos, além dos
tributos, provoca-se ganhos estáveis na cadeia produtiva do nosso sistema econômico
brasileiro.